Oi amoras, hoje vim trazer alguns testes para vocês identificarem o tipo de porosidade da cabeleira.
Adoro testes porque me ajudaram (e ainda ajudam) muito a conhecer e tratar do meu cabelo. Vamos lá?!

TESTE 01:





TESTE 02:

Esse é mais simples ainda, e não precisa arrancar nenhum fio, ok?

  1. Localize um fio na parte de cima da cabeça (normalmente são mais danificados).
  2. Com os dedos indicador e polegar (dedão) em forma de pinça, deslize-os levemente no sentido contrário do cabelo (das pontas para a raiz).
  3. Se sentir que o fio parece ter grãozinhos de areia ou sente dificuldade em subir os dedos, o seu cabelo tem alta porosidade.


E aí? Qual é o nível de porosidade da sua cabeleira?
Bjocas


A porosidade capilar é um problema que perturba muita gente, e me persegue há tempos. Vamos combinar né amoras: ninguém merece ficar com o cabelo arrepiado, áspero, espigado, opaco, volumoso e cheio de rebeldia!

A porosidade do fio é determinada pelo estado de sobreposição das cutículas do cabelo, isso porque as cutículas são barreiras protetoras do cabelo contra agentes físicos e químicos. O nível de sobreposição dessas cutículas é que vai regular a capacidade de absorção de nutrientes e umidade do fio: se elas estiverem muito juntas e fechadas, o cabelo absorve menos nutrientes; agora se as cutículas estiverem muito afastadas e abertas, aí maior vai ser a absorção, sendo que, se essas cutículas permanecerem abertas, o cabelo perde umidade mais rápido.

O ideal é que haja uma harmonia: cutículas nem muito abertas, nem muito fechadas e sim, equilibradas ou normais. Sendo assim, existem 03 graus de porosidade: Elevada, Normal e Baixa.



POROSIDADE ELEVADA

A porosidade elevada pode ser genética, ou causada por fatores externos, como vento, sol, mar, cloro, calor excessivo (uso do secador e chapinha), poluição, uso de shampoos muito abrasivos (deixam o cabelo com pH alcalino, e consequentemente, com as cutículas mais abertas), tinturas, descolorações, alisamentos, etc.

Cabelos nesse estado absorvem umidade, nutrientes e processos químicos (alisamentos e tinturas) de forma mais rápida e intensa, e os perdem com a mesma rapidez e intensidade, pois, como as cutículas estão muito abertas, não conseguem fixar os nutrientes nos fios, deixando-os danificados. Isso leva a cabeleira ao ressecamento extremo, perda do brilho, aparência espigada, aspereza, volume excessivo e frizz. Os cabelos tingidos desbotam mais rápido.

TRATAMENTO

- Use shampoos  cremosos, hidratantes e sem sulfato.
- Hidrate os cabelos com frequência, usando produtos com pH baixo (ácido), pois ele sela a cutícula dos fios.
- Vinagre de maçã é um excelente acidificante!
- Faça umectações com óleos 100% vegetais, já que esse processo ajuda a manter a hidratação nos fios por mais tempo e forma uma camada protetora.
- Mel também é uma boa opção para regenerar os fios, além de ser ótimo hidratante.
- Use sempre leave-in com proteção térmica e solar.


POROSIDADE BAIXA

Fios com esse tipo de porosidade dificultam a entrada de nutrientes e água, já que nesse caso, as cutículas estão muito fechadas. São mais difíceis de tratar, resistentes a colorações e químicas. Geralmente é brilhoso, mas pode estar carente de nutrientes e hidratação.

TRATAMENTO

- Evite produtos com pH baixo. Prefira os com pH neutro.
- Utilize fontes de calor (toucas plásticas ou de alumínio) enquanto usar máscaras hidratantes, para estimular a abertura das cutículas.
- Hidrate o cabelo com frequência.


POROSIDADE NORMAL

Nesse caso, o nível de porosidade está equilibrado, e o cabelo não precisa de tratamentos específicos, apenas de hidratações semanais.


É isso amoras, espero que vocês gostem e tenha ajudado!
Farei um post sobre testes de porosidade em breve.

Bjocas :D, 
Andressa.



O nosso cabelo é composto em média por 90% de queratina, uma proteína composta por 21 aminoácidos em sua estrutura. O cabelo também é composto por 8% de lipídeos, água, pentoses e glicogênio (estes últimos são dois tipos de glicose [açúcar]) e ácido glutâmico (aminoácido). Os 2% restantes são compostos por minerais, como por exemplo o enxofre, zinco, magnésio, entre outros.

As características dos cabelos variam de acordo com a genética e com o grupo étnico de cada pessoa. As variações raciais e individuais é que vão determinar a forma, textura e padrão de crescimento das madeixas. De um modo geral e genérico, podem-se dividir os cabelos em 03 tipos básicos:

CABELOS LISOS: típicos de etnias orientais, mongólicas, esquimós e indígenas. Esse tipo de fio apresenta forma arredondada e distribuição de queratina uniforme.
CABELOS ONDULADOS: encontrados em diversas etnias, são mais comuns nos caucasianos. Os fios são mais ovalados, sendo que a queratina distribui-se irregularmente, concentrando-se mais em algumas partes do que em outras.
CABELOS CRESPOS: são comuns na etnia negra, possuindo formato achatado e distribuição irregular de queratina, além de ter as cutículas mais abertas.

 

O povo brasileiro, conhecido mundialmente pela sua miscigenação, possui vários tipos de fios, que vão muito além dessa classificação básica. Olha só:


CABELO TIPO 1: totalmente liso, sem ondulações. Naturalmente sedoso, pois a oleosidade se distribui igualmente por toda a extensão do fio. Entretanto, requer cuidados como uso de protetor térmico antes de modelá-lo.

CABELO 2A: quase liso, fino, possui fios em formato de S, porém suave. É fácil de modelar e geralmente é pouco volumoso, por isso necessita de produtos leves, para não pesar.
CABELO 2B: suas mechas formam um S perfeito, tendem a ter frizz e não é tão fácil de modelar quanto o 2A. Uma dica para esse tipo de fio é usar finalizadores anti-frizz.
CABELO 2C: possui ondas mais intensas e menos espaçadas, formando cachos soltos. Possui frizz, é um pouco mais volumoso e grosso, e mais difícil de modelar. Se amassado pega forma com facilidade, formando cachos definidos.

CABELO 3A: possui cachos soltos, daqueles de babyliss, largos e regulares. São brilhantes, seguram bem uma escova, mas exigem hidratações mais frequentes e uso de shampoos sem sulfato.
CABELO 3B: mais encaracolado que o 3A, de cachinhos mais estreitos, bem definidos e regulares. Costumam ser mais secos, já que quanto mais espiralado o fio, mais dificuldade a oleosidade tem de chegar as pontas dos cabelos. Necessitam de hidratações mais regulares e uso de produtos com potente controle do frizz.
CABELO 3C: possui cachos super apertados, bem fechadinhos e estreitos, são finos e frágeis. A hidratação aqui já é constante, pois esses fios são secos e possuem frizz.
O ideal para os cabelos cacheados é penteá-los quando úmidos, após uso do creme de pentear. Não penteie o cabelo seco! Arma o cabelo e favorece a quebra ;D

CABELO 4A: é macio, possui cachinhos hiper mega estreitos, tipo molinha, bem definidos. Por ser mais seco que os aqui já citados, hidratação nunca é demais e deve-se usar sempre shampoos sem sulfato e hidratantes, além de máscaras potentes.
CABELO 4B: seco, possui formato zigue-zague (Z), pouco definido. Hidratação também não é demais, necessita de produtos bem concentrados e com alto poder umectante.
CABELO 4C: também é seco e em formato de Z (zigue-zague), porém alterna com áreas quase sem definição. Exige cuidados extras na hidratação e uso de shampoo sem sulfato. Não esqueça que esse tipo de fio exige uso de produtos mais potentes e hidratações frequentes. De um modo geral, as umectações são ótimas para o tipo 4 de cabelo, pois ajudam a selar a umidade nos fios e combate o frizz tão indesejado.

Meu tipo de fio é o 4C, haha. Alterna entre o zigue-zague e algumas partes do fio não tem definição alguma, além de ser um fio grosso. Graças a dificuldade em cuidar dele ao natural (embaraça mto e é mega hiper volumoso), optei por fazer progressiva, pois é assim que me sinto melhor com a minha cabeleira.
Agora me contem: qual o tipo de fio de vocês?



Essa é uma pergunta que todo mundo que inicia o cronograma capilar se faz! Não é uma tarefa fácil, mas, acreditem: o cabelo nos mostra claramente do que ele está precisando. Para reconhecer esses sinais/sintomas cabelísticos, devemos começar a prestar mais atenção nos nossos fios e saber identificar algumas características deles:

Qual o seu tipo de cabelo: Liso? Cacheado? Ondulado? Crespo? Fino? Grosso? Oleoso? Seco? Misto?

Como está o seu cabelo: Ele está quebradiço? Tem pontas duplas? Está sem brilho? Seca rápido? Perdeu o balanço? Está caindo muito? Está fino ou ralo? Está desalinhado, armado ou ressecado? 

Que tipo de químicas você fez: Progressiva? Alisamentos ou relaxamentos? Tinturas? Luzes ou mechas? 

Respondidas essas perguntas, agora você já pode começar a identificar os problemas com base nas dicas a seguir:

Cabelo embaraça com facilidade, está sem brilho, com aparência ressecada e armado.
Nesse caso as madeixas precisam de HIDRATAÇÃO!
Mate a sede do seu cabelo, abuse das hidratações! Você pode fazê-las com intervalos mínimos de 48 horas.
DICA: incremente sua máscara com seiva de babosa (aquele "gel" da folha), bepantol (ou similares) e vitaminas. O cabelo ficará macio e desembaraçado.


Cabelo apresenta frizz, está poroso, áspero, rebelde, volumoso, desalinhado, sem brilho e sem vida.
Seu cabelo precisa de NUTRIÇÃO/UMECTAÇÃO.
Forneça os lipídios necessários. Faça uma etapa de nutrição uma vez por semana ou a cada 15 dias. Mas, hidrate também (reponha água), porque a nutrição serve para selar a hidratação dentro dos fios, complementado a hidratação.
DICA: invista em umectações (com azeite de oliva, óleo de coco, óleo de rícino, etc) e potencialize suas máscaras nutritivas com óleos. Você vai perceber os fios mais alinhados, com brilho, maciez e volume controlado.


Cabelo quebradiço, frágil, elástico, sem movimento, com pontas duplas, fino, ralo e sem brilho, principalmente após processos químicos, descolorações, etc.
Nesse estágio, os cabelos precisam de RECONSTRUÇÃO!
Reponha proteínas e aminoácidos. Sugiro seguir o cronograma para cabelos muito danificados (ver aqui), com reconstrução a cada 15 dias até o cabelo melhorar.
DICA: invista em produtos com queratina, arginina, cisteína, etc. Mas, tome cuidado com o excesso de queratina, pois ela pode deixar os fios rígidos, fazendo com que se quebrem, ok?

Agora você já sabe do que seu cabelo precisa?

Bjocas, Andressa.



Amoras, resposta é SIMMMM! Dormir com os fios úmidos prejudica e muito a saúde dos fios! Confesso que em outros tempos já fiz isso, mas não tinha consciência de que isso me fazia mal e prejudicava minha cabeleira (além da sinusite, claro).

Espero que tenham gostado da dica!
Bjocas, Andressa.